Com sotaque bem brasileiro,
a capoeira tem conquistado os estrangeiros com sua mistura de luta e dança que
promove diversos benefícios para o corpo e a mente. E muitos brasileiros estão
deixando o país para ensinar capoeira pelo mundo. A Europa é o principal
destino, principalmente a Alemanha, que hoje já tem cursos em mais de quarenta
e cinco cidades.
A capoeira é
considerada um dos esportes mais completos, por trabalhar com todos os músculos
do corpo, e seus efeitos são sentidos rapidamente. Em uma aula, a perda de
calorias pode chegar até quinhentas por hora de exercícios. Contribui também com
lado emocional, pois desenvolve o autocontrole e ajuda a liberar a
agressividade, apesar de não estimular a violência.
Para os europeus
a prática tem sido vista como alternativa para aumentar a autoestima, “As
pessoas gostam por que é uma cultura diferente. Elas são muito sozinhas e a capoeira
faz elas se reunirem, tem o calor humano” conta o capoeirista Cristiano Santana
que passou um ano e meio ensinando na Bélgica e na Alemanha. A luta também é
admirada pela sua carga cultural e oportunidade de aprender outro idioma. “Elas
acham o português bonito e tentam aprender, as músicas da roda também ajuda
bastante” conclui Cristiano.
Após muitas
dificuldades, a luta já é reconhecida na Europa e faz sucesso em diversos
países. É comum encontrar academias especializadas no esporte, sobretudo em
pequenas cidades. O capoeirista Paulo Siqueira foi o pioneiro, chegou à
Alemanha na década de 80, e com o tempo conseguiu chamar a atenção da imprensa
alemã e brasileira e fundou o principal movimento, a CapoEuropa.
Nos Estados
Unidos a luta também é conhecida, já existem cerca de 50 estados com academias.
Só em Nova York são cerca de 15, geralmente encontradas em escolas públicas.
Mas o esporte também é apreciado por Hollywood que já lançou filmes que
divulgam a luta e, de acordo com o diretor do filme Mulher gato, Pitof, a atriz
Halle Barry usou pra treinar cenas de ação.




